terça-feira, abril 24, 2007

Estranho.Saudade.

Querido estranho.

Cá estou em plena aula de Processo Penal, e em meio a flagrantes, prisões, homicídios e mais, lembrei-me de você. Não que essas coisas me façam lembrar de ti, de forma alguma.. a questão é que quando estou sem pensar em nada, isso acaba acontecendo. Até parece não fazer sentido. E de fato não faz.

Deixe-me te contar... nesta madrugada, repleta de sonhos e flash desconhecidos, o nosso encontro no ônibus de alguma forma se repetiu... eu ria tanto, que acordei sorrindo. E consequentemente, caí na gargalhada por estar sendo tão ridícula. Ridícula e feliz. Feliz e com uma saudade daquelas.

Lembra da vez que nos encontramos na praça.. você ali no canto, sentado no chão, com uma bermuda marrom, aquela camisa do Chico Science fubazenta, e o velho e inseparável boné vermelho? Sem contar que estava usando o cordão de continhas que te dei de desaniversário.. Acho que fiquei uns 10 minutos te observando e escutando você tentar tocar a nossa musica.. uma cena digna de novela das oito.

Haaa.. só na semana passada descobri a folha de mangueira que você guardou dentro do meu livro. Muito obrigada pela palavra tremida escrita no verso e, principalmente, pelo pôr-do-sol.


É tão estranho esse monólogo...

Enfim..

Hoje, quando voltava da faculdade, passei em frente à biblioteca pública e resolvi entrar.. lá, como você diz, “futuquei” a parte mais silenciosa. E você não acredita o que encontrei: uma seção só de cordel!!! Haa, fiquei maravilhada.. e quando isso acontece você sabe, né? Perco a noção do tempo e do espaço, e perdi também aquela consulta na hematologista de que te falei.. mas isso eu depois resolvo, afinal, é sempre a mesma coisa.. Simmm, voltando ao cordel, eu separei um que achei a tua cara.. enquanto lia, só conseguia te imaginar tentando musicá-lo!

Engraçado né? É bem como você me disse na última carta.. quando escrevo parece que você está bem diante dos meus olhos.. ali, depois do papel, mangando da minha cara de boba...

Falando nisso..Acho que a boba vai ficando por aqui.. a aula está prestes a acabar..

Infelizmente, só não acaba essa minha imaginação... louca ... desmedida... que te criou!

Um beijo e um abraço bem apertado!

Tchau!

quarta-feira, abril 11, 2007

13.09.05 - 22:43

Você me confessou segredos enquanto eu dormia..
Você me deixou precoupada...
Você jogou sinuca comigo...
Você me pediu para não esquecer - e eu não esqueci...
Você me mandou mensagens perguntando o "porquê"...
Você me fez feliz...
Você ficou chateado comigo...
Você me ouviu durante a noite...
Você riu para me distrair dos trovões...
Você cantou para eu dormir...
Você me escutou chorar e me acalmou...
Você segurou minha mão quando senti medo...
Você me fez especial...

Você me esperou..
E eu te esperei....

Então.. me diz...
Porque?!..

terça-feira, março 06, 2007

Chega.

Às vezes (quer dizer, quase sempre!) usamos a correria do dia-a-dia pra justificar nossas faltas. Faltas com nós mesmos, com o outro, com o mundo. Não nos permitimos parar 30 minutos sequer, pra sentir saudade. Nem mais 30 minutos, para matá-la. E assim, o tão prometido amanhã ou depois, nunca chega... A vontade cresce, e acabamos, por comodismo, engolindo-a!

Amarga, salgada, pesada.. Alguns até tentam se enganar acreditando que um doce de banana com creme de leite os fará esquecer. Ameniza, claro. Temporariamente... E quando finalmente paramos para respirar, volta. Volta pior. Agora carregada de covardia.

Como se não bastasse o comodismo que se esconde atrás da tão famosa “falta de tempo”, ainda há o orgulho trazendo no banco traseiro o medo.

Não.. e nem adianta olhar torto, é isso sim. É isso mesmo.

Quantas vezes você deixou de ligar pra alguém e dizer: Olha, tô te ligando pra ouvir tua voz! Tô te ligando pra dizer que estou com saudades! Tô te ligando porque vi um CD do Los Hermanos e lembrei-me de você. Passei aqui porque sonhei com você. Passei aqui pra saber como você está. Tô te mandando esta mensagem pra dizer que te adoro e que sinto sua falta.

E tudo por receio do que o outro ou os outros irão pensar, e de como irão interpretar. Esquecemos que as palavras e os sentimentos são livres, bem como os homens. Cada um vendo a vida de sua forma. Se assim não fosse, que graça teria?

E então.. devemos calar o que sentimos? devemos economizar carinho? seria justo?

Não. definitivamente, não!

Pode até ser que exista um motivo para alguém se trancar e engolir a chave... mas nenhum motivo é forte o suficiente para reprimir um coração que gosta e que sente saudades!

Chega.. Não quero mais viver onipotentemente esperando aquele futuro.. quero de fato viver minha vida. viver como sou. viver cada sentimento. e compartilhá-los!


Isso sim faz sentido, meu amigo!


- O que mais te surpreende na Humanidade?
- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde, e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. ... E vivem como se nunca fossem morrer... E morrem como se nunca tivessem vivido

Dalai Lama

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Ai Se Sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta
do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Poeta Zé da Luz

ninguém.

Deixou a luz da cozinha acesa.queimou o feijão.passou o creme de cabelo no vidro da mesa.me deu 100 em vez de 10.derramou café no sofá.misturou sal com açúcar.quebrou o rádio.rasgou a blusa.vendeu o livro em vez do carvão.me entregou o CD errado.tropeçou na caixa de sapatos.pedi o preto e me trouxe o dourado.

E que ninguém se atreva a dizer que existe razão.

ainda.

Já não dá mais para...

Para tudo!

Tudo claro.

Claro que...

Quero tudo!

Tudo errado.

E as mãos ainda teimam em acompanhar aqueles braços cruzados.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

ô.

acabô a farinha
o bolo acabô desandando
desandô o dia
o dia acabô calando
calô o vento

que calô!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Teatro Mágico












Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade... que vontade de te ver

O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite

Choro café e você chora leite...

terça-feira, dezembro 12, 2006

céu e jambo.

a cadeira de balanço me deu um céu falho entre folhas de jambo. cedia e tomava. quase parando. quase calando. quase dormindo. sonhando..

eu pude ver.. um pano preto fubazendo, quase azulado ao fundo...alguns pontos brilhantes desordenadamente dispostos. Eis o cenário e a iluminação.

Os protagonistas? haaaa.. os peguei comendo sonhos passados. só embreagados mesmo para não temer uma infecção... a bebida? adivinha...


Saudade.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

vem.

vem dançar esse tango mexicano.
vem cantar esse brega argentino.
vem meu amigo.
vem beber esse vinho uruguaio.
vem cantar esse rock nordestino.
vem comigo. e só comigo.


pois há estrelas à serem contadas.
e promessas à serem quebradas.

há vida meu amigo.
vem.
e só.
comigo!

corpo.mente.alma

o corpo mente
a mente cala
calma!
ainda nos resta
alma

terça-feira, novembro 21, 2006

a.dia.n.te

e nem adianta mudar de cidade.estado.país..mudar de mundo..
e nem adianta chorar escondido.chorar sofrido.até mesmo chorar calado..
e nem adianta tapar os olhos com as mãos.travesseiro.água..
e nem adianta dizer que não adianta.

adiante!

segunda-feira, novembro 13, 2006

água.

INsípida.INcolor.INodora..
A boca seca fere.A fera seca mata.A morte ampara. pára! quê?

Fora - tanta água para tanta sede. tanta sede para tanta água..

á
água!

domingo, outubro 29, 2006

Saudade


que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância.porque metade de mim é a lembrança do que fui.a outra metade não sei...

sexta-feira, outubro 27, 2006

rala e rola.


e quando o frio aperta
a barba rala
roça
coça
esquenta!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Por favor!



- Por favor, uma pitada de "sempre assim" nessa porção subjetiva de mim... Haaa.. e um chopp de vinho também!
- Só?
- Por enquanto, sim.Obrigada!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Com(trag)édia.




COLOMBINA : Não! Não me compreendeis... Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor de todos dois... Hesitante, entre vós, o coração balanço:
A Arlequim: O teu beijo é tão quente...
A Pierrot: O teu sonho é tão manso...

Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente, porque a história do amor pode escrever-se assim:

PIERROT: Um sonho de Pierrot...

ARLEQUIM: E um beijo de Arlequim!

segunda-feira, outubro 09, 2006

quebra-cabeça à lá tango.

tom sobre tom.análogas. um complemento insignificante diante do todo. 4.998 mil peças brigando por espaço. uma brigando por lembrança. uma brigando por esquecimento... o tango começa. os olhos que outroram foram meus.o são uma última vez.as pernas paulatinamente riscam o chão marcando o último parágrafo.os braços tão firmes confirmam o fato. duas peças. duas vidas. um quebra-cabeça. e o último espaço preenchido!

sábado, outubro 07, 2006

H.H



Hiato como surpresa de uma vida Hiato.. a vivida indo de encontro a por viver. o som falha. a boca abre. uma lacuna de surpresa. de espera. de. e só de.

quarta-feira, setembro 06, 2006

ABC...

Abraços e Beijinhos e Carinhos sem ter fim..

Ao fim do alfabeto estaria mais Doce que o Doce da Batata-Doce!