terça-feira, março 04, 2008
as notas.
domingo, março 02, 2008
sonhos e tintas
Tudo começou com nossos sonhos e minha tinta. meu dedo trêmulo foi desenhando teus traços. preenchendo espaços. imaginando abraços. despertei! assim.cautelosamente (ou na mera tentativa de ser) disfarcei o riso. engoli o grito. digeri o sentido. e nessa hora. não resisti. Te sorri (pra mim!).
É..não tinha pra onde correr. estendi nossa mão! Os dedos deslizaram. se completaram. se firmaram..com uma suavidade quase disfarçada. com uma vontade subtendida. como uma verdade presumida.
...caminhamos por todo dia. por todas aquelas vidas. vividas. e a nossa.. a nossa por viver!
engolir um pouquinho de saúde.
Enfim, um monólogo interrompido por minha curiosidade a deixa com os olhos de uma menina de nove anos que aprendeu a ler e escrever. e sorrir. e me faz chorar.
sábado, fevereiro 23, 2008
teus guizos.
de pés descalços.com a proteção daquela promessa.meus ouvidos eram só flor.e meus olhos.. haa. meus olhos.eram pura cor.
amarelo reluzente.encantando meus passos.guiando minha ida.cantando a vida.foi criando espaço. com ele meu abraço.
tropecei.quase caí.era brilho demais pra mim.era felicidade corrente nas mãos.era teu desejo.minha vontade.pura verdade.
eram teus guizos... a tinlitar perdidos uma canção amarela pra mim.
terça-feira, outubro 30, 2007
perder.
Qurendo continuar perdida.te encontrei.naquele chão tão verde.naquele abraço contido. naquela presença presumida.
Assim. me encontro perdida nos braços teus.
segunda-feira, outubro 29, 2007
pretério mais-que-perfeito.
restará.assim pequeno.um pedaço de ti.
pairando pelos pretérios meus.
de perfeito sentir.à impefeito querer.
segunda-feira, setembro 24, 2007
M.M.
E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?
Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.
Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
quarta-feira, setembro 19, 2007
mais.muito mais.
, mais fácil, só percebendo o medo. não de ação. de pura omissão. consigo. com o todo. contudo.
domingo, agosto 26, 2007
Eu e Eu Mesma
Juro que tento. encontro porquês absurdos. os abraço. quase com raiva. quase com um sorriso. quase como um remédio. e de quase em quase. quase perdi as minhas próprias razões...
quarta-feira, julho 11, 2007
Tão.
Tão receosa e eufórica.Tão certa.Tão ser em uma mão.Tão.
segunda-feira, junho 11, 2007
Se(is).
Se 6 meses me fossem dados. no primeiro dia. choraria. por medo. por saudade. por vontade. por mais saudade. e por mais um pouquinho de medo. e no meio do escuro artificial, comeria muito brigadeiro. como para curar a dor com uma pitada de esquecimento.
Se 6 meses me fosse dados. no segundo dia. choraria menos. sorriria um pouco. pensaria mais. planejaria demais. e consequentemente me arrependeria. do que não fiz.
Se 6 meses me fossem dados. a partir do terceiro dia. começaria a luta. a minha luta. abraçar o mundo. as pessoas. o tudo que amo.
Se 6 meses me fossem dados. correria rumo à rodoviária. compraria uma passagem. passaria 9 horas vendo as paisagens que sempre vi. que nunca observei. e no final da linha. sentaria na praça à contemplar aquela imagem. minha casa.
Se 6 meses me fossem dados. sentaria na mesa da cozinha. e filosofaria até amanhecer com meu pai. tomaríamos algumas cervejas. choraríamos de saudade do futuro. choraríamos de vontade do passado. cantaríamos. brindaríamos. abraçaríamos. e enfim. o diria o que sempre tive vontade de dizer. o quanto o amo.
Se 6 meses me fossem dados. deitaria na rede do quarto com minha mãe. ela me abraçaria forte e me colocaria pra dormir. ao acordar. cantaríamos "a praça". olharíamos as fotos mais uma vez.. lhe perguntaria tudo sobre a vida. o universo. e tudo mais. e enfim. a tomaria em meus braços e lhe diria com mais amor do que nunca. o quanto é essencial.
Se 6 meses me fossem dados. observaria meus irmão dormirem. e choraria de vontade de viver com eles o que nunca vivi. de remorso por não ter falado tudo que senti. e por ter medo de enfim fazê-lo. então os beijaria. eu morreria. mataria. Por eles.
Se 6 meses me fossem dados. desligaria o celular. colocaria algumas roupas na mochila. e iria ao aeroporto. compraria uma passagem. e assim. de surpresa. daria o abraço. o beijo da minha vida. diria que foi único. choraria em silêncio. e feliz. voltaria.
Se 6 meses me fossem dados. iria à casa de todos os meus amigos. contemplaria mais uma vez cada sorriso. cada aperto de mão. cada abraço. e guardaria mais isso na minha caixinha de memórias. Como minha vitória de cada dia.
Se 6 meses me fossem dados. abraçaria aquele velhinha na fila do supermercado. compraria um super sanduíche e comeria com o mendigo que mora na calçado do prédio ao lado. passaria uma tarde inteira no sinal fazendo malabarismo com aqueles moleques. conversaria com o guri sentado ao meu lado no ônibus. e tantaria cativá-lo. paqueraria com o meu sonho de consumo, e me sentiria capaz. cairia na gargalhada por imaginar o que os outros estivesse pensando. Rezaria por eles...
Se 6 meses me fossem dados...
quinta-feira, junho 07, 2007
É isso..
Teatro Mágico
quarta-feira, junho 06, 2007
Cativar.
Em 24hs, cerca de 150 pessoas passam por mim. carregando, todas, um silêncio capaz de cegar.
uma cegueira capaz de trancar. uma tranca capaz de paralizar. uma tranca capaz de fazer qualquer um correr. Eu, como uma grão de areia, sou levada por esta onda que tenta a todo custo me tornar, essencialmente, Areia! E eu, teimosa e covarde que sou, me deixo levar, muda. Mas intacta.
Conviver com esse diálogo imaginário, nem é tão difícil. Afinal de contas, cativar é uma responsabilidade carregada de prazer. é o que me permite, ainda, seu EU!
Difícil, é tentar não sentir pena dessas 150 pessoas que ganham o dia por simplesmente ver uma louca à rir sozinha! Isso lhes rende uma boa piada. isso me rende um pouquinho mais de vida!
o que me resta?
Continuar a escrever!
Quando sorri, tu corres o risco de cativar alguém. e esse alguém corre o risco de tornar-se responsável pelo rito do teu sorriso.
quarta-feira, maio 30, 2007
era.
Os nomes atravessaram décadas. balas. histórias. atravessaram os seus destinos. e os destinaram a tentar. daquele jeito só deles. um tanto acanhado. no escuro. distante. livre.leve. solto. como dizia a canção. como são. como eram...
era uma vez...
Moi.Toi.
Tu es la tristesse moi le poète.
Tu es la Belle et moi la Bête.
Toi le très peu moi le beaucoup...
sexta-feira, maio 25, 2007
Sonhos.
Sem pensar, ou até por pensar demais, meu corpo respondendo ao vento, me levou mais uma vez pelo mesmo caminho; meu único caminho: A Parada de Ônibus.
No primeiro quarteirão, quase fui levada por um carro. Cumprido, preto, e de vidro fumê. O tal parou abruptamente cortando a rua, e assim me vi encurralada por 4 homens elegantemente vestidos (também) de preto, portando cada, um fuzil. Isso mesmo... Gangsters! E a única coisa que me restava fazer era gritar. Talvez eu fosse salva por um lindo homem que me vigiava silenciosamente. Ou talvez acabasse numa rua sem saída. E sem vida. Mas a única coisa que aconteceu em decorrência do grito, foi eu perceber que já estava no fim do quarteirão.
Ainda atordoada, atravessei a rua correndo, como para evitar algum desastre. Mas não consegui! Caaalma.. não é nada disso. Não foi uma carreta que me atropelou, foi uma criança, que também vinha correndo para evitar algum desastre. Mas ela conseguiu!
E, realizada, como quem acorda depois de uma noite inteira de sono, cheguei ao terceiro quarteirão. Parecia tãããããão cumprido, mas no começo da penúltima etapa, me deparei com uma agência de turismo. As portas eram de vidro, mas um vidro escuro onde eu pude me ver vestida com um longo casaco creme, luvas, boina, cachecol e toda coberta de flocos de neve. Mas aí algum inconveniente buzinou tão alto que minha neve derreteu. Ao menos serviu para eu perceber o sinal aberto! (Esse desastre eu consegui evitar...)
Fechou!
E com ele o meu último quarteirão. Aquele que guardava uma das únicas razões da minha pseudo-felicidade: A Padaria!
Mas não vá pensando que é qualquer padaria, é A Padaria! Entendeu? Pois bem..
E para fechar o dia, o meu dia, mais um dia, fui direto aos quindins. Só eles me interessavam, pois além de pequenos, práticos e deliciosos, eram amarelos. E eu A-D-O-R-O amarelo!
Neste dia, só uma coisinha estava diferente: a presença da minha TPM. E você sabe como eu fico, né? Sensííííível que dá pena. Só que quem teve pena fui eu: dos sonhos. Ninguém os escolhia para não correr o risco de se melar. Eles tinham recheio demais, tanto que para morder tem que ter toda uma cautela. Uma mordidinha errada, e lá se vai todo o recheio em direção à sua roupa limpinha (ou não!).
E nesse contexto começou minha sina (a única em 2 meses!): qual escolher?
Um dos grandões entupidos de recheio? Ou um dos médios entupidos de açúcar? Vale deixar bem claro que eu odeio ter escolhas, porque ou eu escolho o errado, ou não escolho nada. (ainda não consegui me acostumar com isso..).
Então, já desistindo de ajudá-los, encontrei um lá no cantinho direito, bem pequeno. E por incrível que pareça, ele conseguia ser mais sem graça que o normal. Perfeito! Se eu não gostasse, não jogaria tanto fora. Se eu me melasse, seria pouco. Se eu enjoasse, seria pouco! E talvez nem desse tempo de gostar (e nem queria, pois isso seria uma verdadeira traição aos meus quindins e a minha rotina!)
sábado, maio 12, 2007
apenas.
Eu tenho apenas esse bilhete para (me) deixar. (te) abraçar.beijar.recordar.e me arrepender.. E você tem uma vida inteira para não (me) entender.
espero.
Eu espero...
Eu espero que...
Eu espero que você...
Eu espero que você saiba...
Eu espero que você saiba o porquê.
Eu espero que você saiba.
Eu espero que você.
Eu espero que.
Eu espero.
Você!

