quinta-feira, agosto 14, 2008
ele.
Ela vê nele uma inocência rara, mais importante do que o carro que não tem. ela vê que ele leva as duas mão à boca quando solta aquela risada boba. ela vê nele o "carpe diem" tatuado na alma. ela vê que ele é impulsivo, que ele reconhece, que ele junta as mãos inquietas quando pede desculpa. ela vê que ele chora sem vergonha por amor e dor. ela vê que ele faz tudo para estar presente, mesmo ausente. ela o vê fingir coragem pra cura-la do medo. ela o vê lutar contra o orgulho. ela vê nele a segurança de homem e as incertezas de menino. ela vê o que era invisivel aos olhos dos outros. Ela o vê..
..Ela se vê
sem fim.
era quase dia quando desejaram o escurecer. a fim de apagar os traços. os gestos. os fato. a fim de calar o grito do tato. o pensamento alto. o passado recentemente revigorado. acabado..
era quase dia. quando odiaram ver as lembranças primeiras cobertas de realidade.
era quase dia. quando mais uma vez. se amaram. se odiaram. numa dança sem fim.
era quase dia. quando odiaram ver as lembranças primeiras cobertas de realidade.
era quase dia. quando mais uma vez. se amaram. se odiaram. numa dança sem fim.
segunda-feira, agosto 11, 2008
como?
quando tudo não passava de um quase. perguntavam o porque. quando já um talvez, questionavam, como. sendo, eram só exclamações silenciosamente nítidas.. Hoje, risadas contidas, relembram as inúmeras interrogações. revivem os incontáeis motivos. sentidos. sonhados. desenhados. cantados..
..nunca findos..
nunca.mais.
Enquanto um mundo inteiro passava pela janela. meus pensamentos corriam com o vento. livres e dispersos. vagos e diretos. imersos numa bossa ligeira. que cantava o vai-e-vem das ondas do mar..
Já conseguia ver meus pés na areia. saltando. correndo. gritando. respirando eufórica aquela paz!
Enfim, éramos só eu e o instante. embebidos em liberdade. distante da realidade. sendo cada minuto. vivendo cada segundo. como nunca mais..
Já conseguia ver meus pés na areia. saltando. correndo. gritando. respirando eufórica aquela paz!
Enfim, éramos só eu e o instante. embebidos em liberdade. distante da realidade. sendo cada minuto. vivendo cada segundo. como nunca mais..
..tinha estado tão perto
tão perto de ti.
tão perto de ti.
quinta-feira, agosto 07, 2008
meu mar.
enquanto o silêncio cantava nossa musica. tuas mãos eram minhas. minha boca era tua. e o mundo inteiro deixava de ser mundo. passando a ser nós. um par. um lar. um mar azul e salgado. veloz. feroz. atroz...cercado de medo e magia. carregado de luz e euforia. banhado de certeza e ventania..
tempo. tempo. nosso tão pequeno fragmento.
nosso tão calado fruto.
mudo!
nós.
tempo. tempo. nosso tão pequeno fragmento.
nosso tão calado fruto.
mudo!
nós.
sobre tanto frio.
Deitada na cama, Luíza, com os olhos apertados pela claridade da lâmpada, mirava além.. alguém..quem? Um pedaço de si. Um caminho à seguir. O que estava por vir..
-Luíza!
....
-Luíza?
-Algo se perdeu, Miguel. Você consegue ver?
-Sim.. Teu sono!
-Não. Nosso sonho.
-Deixa de loucura, mulher!
-Já a deixei. a deixamos... deixamo-nos.
Assim. o verbo calou. a madrugada surgiu.e o frio reinou.
-Luíza!
....
-Luíza?
-Algo se perdeu, Miguel. Você consegue ver?
-Sim.. Teu sono!
-Não. Nosso sonho.
-Deixa de loucura, mulher!
-Já a deixei. a deixamos... deixamo-nos.
Assim. o verbo calou. a madrugada surgiu.e o frio reinou.
quinta-feira, julho 31, 2008
sendo.
Hoje me peguei contando o tempo. fazendo de cada dedo um pequeno fragmento. do que foi uma vida. do que é uma história.. Deitada ainda, pude ver refletida no lustre do quarto, aquela menina crescida, fazendo da caneta e do papel, a passagem para a realidade. A luz acendeu! A imagem sumiu... agora, não havia nada que se pudesse fazer. Ela mergulhara de cabeça nas palavras intempestivamente ditas e sentidas...Ela já não era. Estava sendo. Mulher!
quinta-feira, junho 12, 2008
Deixe-me.
Deixe-me cantar uma musica pra você.
Que fale daquelas noites mal dormidas.
Das tantas palavras trocadas. Das rimas distorcidas.
Deixe-me cantar uma musica pra você.
Pra que entenda meus pensamentos.
Pra que consiga ouvir o tempo. Pra que toque meus sentimentos.
Deixe-me cantar uma musica pra você.
Talvez assim possas ver o que fomos. sentir o que somos. amar o que seremos.
Que fale daquelas noites mal dormidas.
Das tantas palavras trocadas. Das rimas distorcidas.
Deixe-me cantar uma musica pra você.
Pra que entenda meus pensamentos.
Pra que consiga ouvir o tempo. Pra que toque meus sentimentos.
Deixe-me cantar uma musica pra você.
Talvez assim possas ver o que fomos. sentir o que somos. amar o que seremos.
sábado, junho 07, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
madrugada.
Ontem, confesso, a madrugada foi longa. os pensamentos insistentes. as manias aguçada. o medo presente. a vontade gritante. a razão silenciada. Era teu sorriso, carregado de vida, que me impedia de sonhar. de vivenciar uma realizade tão concreta. e tão viva. de aceitar o não dito, prestes, quem sabe, de ser dito.
E assim, a noite caiu. o dia surgiu. e você... haa.. você continua alí.
E assim, a noite caiu. o dia surgiu. e você... haa.. você continua alí.
sábado, maio 31, 2008
xote.
Entre cordeis e prozas o tempo voltou. trazendo chamego, dengo, aconchego..Chega!
O xote tá no fim, e o sonho não nos espera!
O xote tá no fim, e o sonho não nos espera!
segunda-feira, maio 05, 2008
chovia.
.. e apesar do corpo despertar de súbito. os olhos não responderam. Só a pele ouvia o frio. o cheiro. o som.. só a pele sentia a respiração.
Um minuto passou. a chuva cessou. o canto surgiu.. Era o futuro urgênte, pedindo passagem. coragem. e um pouco mais de tempo. pra rever o presente. procurar o passado. enfim. dar o primeiro passo..
Um minuto passou. a chuva cessou. o canto surgiu.. Era o futuro urgênte, pedindo passagem. coragem. e um pouco mais de tempo. pra rever o presente. procurar o passado. enfim. dar o primeiro passo..
, e como chovia!
quarta-feira, abril 30, 2008
fragmento.
E foi por medo de errar que cantei... gritei. chamei. chorei..amei! cada vão momento. cada fragmento. e de cada em cada, cá estou eu! despida de ti.. tão completa de mim!
Não, não me olha, nem fala.. não, não respira assim. não.. por favor, me deixa ir.
Não, não me olha, nem fala.. não, não respira assim. não.. por favor, me deixa ir.
segunda-feira, março 10, 2008
nunca.
as semanas nunca foram tão longas. nem os dias tão lentos. sem contar nas horas tão sonhadas. nos minutos tão imaginados. no desejo tão aguçado.
hoje. com os olhos fechados. meu sorriso acompanha o teu.. e meu anseio. de ser real. traz consigo o amanhã..tão longo.tão lento.tão sonhado...
..tão você.
terça-feira, março 04, 2008
as notas.
sentado na areia a madrugada inteira.olhando pra lua, cantando o mar.te vi tão claro naquela noite escura.com as notas todas pairando no ar..
..ordenando baixinho os sentidos dispersos.me pego calada banhada de ar.adoçando por dentro o salgado da vida.amando sentada a voz. Teu cantar!
domingo, março 02, 2008
sonhos e tintas
Tudo começou com nossos sonhos e minha tinta. meu dedo trêmulo foi desenhando teus traços. preenchendo espaços. imaginando abraços. despertei! assim.cautelosamente (ou na mera tentativa de ser) disfarcei o riso. engoli o grito. digeri o sentido. e nessa hora. não resisti. Te sorri (pra mim!).
É..não tinha pra onde correr. estendi nossa mão! Os dedos deslizaram. se completaram. se firmaram..com uma suavidade quase disfarçada. com uma vontade subtendida. como uma verdade presumida.
...caminhamos por todo dia. por todas aquelas vidas. vividas. e a nossa.. a nossa por viver!
engolir um pouquinho de saúde.
Somavam uns setenta e poucos pedidos... mas em troca dos tais, a cada vela, um pouquinho de sua vida ia sendo levada por Ele.Seus passos que corriam de amor hoje medem centrimetros. seus olhos que tanto olharam para céu, hoje olham para o chão, a procura do equilibrio perdido. suas pernas que aguentaram por nove meses o peso de uma felicidade hoje pedem desculpas por não mais aguentarem o peso da vida. seus braços que tantos pratos lavaram, hoje clamam por um copo de água para engolir um pouquinho de saúde.No fim da tarde, agradece, conversa e sonha acordada.
Enfim, um monólogo interrompido por minha curiosidade a deixa com os olhos de uma menina de nove anos que aprendeu a ler e escrever. e sorrir. e me faz chorar.
sábado, fevereiro 23, 2008
teus guizos.
como quem espera.avistei as luzes. indo e vindo.quase apagando.quase brilhando.quase sorrindo. chamando.
de pés descalços.com a proteção daquela promessa.meus ouvidos eram só flor.e meus olhos.. haa. meus olhos.eram pura cor.
amarelo reluzente.encantando meus passos.guiando minha ida.cantando a vida.foi criando espaço. com ele meu abraço.
tropecei.quase caí.era brilho demais pra mim.era felicidade corrente nas mãos.era teu desejo.minha vontade.pura verdade.
eram teus guizos... a tinlitar perdidos uma canção amarela pra mim.
de pés descalços.com a proteção daquela promessa.meus ouvidos eram só flor.e meus olhos.. haa. meus olhos.eram pura cor.
amarelo reluzente.encantando meus passos.guiando minha ida.cantando a vida.foi criando espaço. com ele meu abraço.
tropecei.quase caí.era brilho demais pra mim.era felicidade corrente nas mãos.era teu desejo.minha vontade.pura verdade.
eram teus guizos... a tinlitar perdidos uma canção amarela pra mim.
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