segunda-feira, junho 28, 2010

simplesmente

Nossas vidas e mortes estão ligadas desde sempre. e até a eternidade. Simplesmente. como o céu e o mar. num horizonte sem fim.

domingo, maio 30, 2010

espero.

só espero que isso não morra antes de um dia eu poder dizer.
ou quem sabe. viver..

quarta-feira, maio 12, 2010

nostalgia.

desejos. buscas. vitórias. lutas. derrotas. sons. sentidos. risos. gritos. medos. lágrimas. caminhos. esconderijos. voos. olhares. silêncios preenchidos. palpitar. ser. sentir. viver...

intensamente.
como nunca mais.

esperar.

mais um dia.
um longo e cansativo dia.
uma noite breve.
a normalidade das obrigações.
a sedimentação dos sentidos.
a distribuição dos tempos.
a classificação das metas.
a ordenação dos desejos.

e a vida?
ha, pode esperar...

temo.

fascinante e assustadora.
essa capacidade das palavras serem.
desejo e temor.

temo a materialização do que sinto?
temo asas ao meu ser?
temo depararme comigo?
temo a escuridão de não saber?

o silêncio das perguntas grita em mim.
afinal, o que mais dói.
viver a dor da vida.
ou a dor de não viver?

quinta-feira, março 25, 2010

do alto.

lançar-me. abandonar-me em ti.
querer-te. amar-te enfim.
ser. ter. viver. sentir.

o que te falta? o que sobra em ti? o que te prende? o que te consome assim? o que deseja? o que procuras? o que temes? o que fazes aqui?

lança-te.. abandona-te em mim.
queira-me. ama-me enfim.
seja. tenha. viva. sinta.

...assim.

quarta-feira, março 03, 2010

deserto.

Hoje acordei com tua voz tão fraca e nítida, sussurando em meus ouvidos mentiras ou verdades que eu quero esquecer. tinham lágrimas e soluços. silêncio. muito silêncio depois do começo. do fim.
Deparei-me cercada de fragmentos. complexos. convexos. disconexos. pedaços do que fui. conjunto do que pareço ser.
Estava frio. um deserto apático.
Estava quente. um deserto árido.
Estava só. como antes. outrora. de volta ao fim.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

(im)preciso.

não. nunca é o bastante. é preciso olhos que falem. bocas que gritem. braços que abraçem. pés que juntos caminhem. é preciso sentir. ver. aplaudir. é preciso cantar. orar. chorar. sorrir. é preciso brilho. encanto. magia. é preciso fantasia. mas também certezas e euforias. verdades. profecias. é preciso. de ar. preciso..
..do impreciso que há em mim.

não. não há.

ainda de olhos abertos.. o sentido trava. fere. crava.. a respiração outrora mansa. abafa. grita. e cala.. as mãos gelam. o corpo para. a mente mente. o coração fala. sussurra. enfim pausa.. e o que eu desejava. o sentimento que ansiava. confundiu-se com o objeto. onde começa? onde termina? já não há luz. não há ar. não há.
você.

terça-feira, abril 14, 2009

tempo.

..esse tempo que passa. não corre. pára. e zomba de mim. esse relógio que não grita. que não gira. que me atormenta só de olhar pra mim. esse desejo que não cessa. que não nega. que me corroi só por existir. esse fato. esse tato. esse olhar. calado. pesado. esse tudo. quase nada. que me poe a ri..

segunda-feira, março 30, 2009

eu vi.

...eu vi o mar. encontrando-se no infinito. formando um único céu!

domingo, fevereiro 01, 2009

sonho real.

.. e quando abri os olhos. paulatinamente. vi. era aquele sorriso. aquele mesmo sorriso de outrora. cantando. encantando-me. acordando-me. chamando-me. para um sonho..

... nosso..nosso sonho tão real.

domingo, janeiro 04, 2009

meu.

ao passo que elevava-me. encobria-me. de medo. desejo. receio. fim.. dos degrais. um começo.. de mim..um novo chão. minha base. tuas mãos. meu equilíbrio. minha forma. minha fôrma. minha força. meu carinho. enfim meu homem.meu tão grande menino.

e eu..completamente tua.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

céu. eu. mar.

eu e o mar.
eu. o céu. e o mar.
não sei onde começo.
tampouco. onde findo.
eu sinto.
simplesmente.
sinto!

liberdade.

...então ela parou. não por medo. por torpor.. era tanto mundo em uma vida. tantas vidas no mundo. mudo! ela calou. silenciosamente. gritou..e quando dei por mim. já havia passado. de pés descalços. um livro na mão. e toda vestida de liberdade. com a alma acenando. pro seu tão finito. caminho. mas seu. completamente. unicamente. seu!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

não mais.

eu vi. tuas mãos. curiosas. ansiosas.. com medo. eu vi! seus olhos. centrados. molhados. apertados. quase escondendo seu próprio existir.. eu vi! teus pés. triunfando na busca. na luta. por um chão. teu firme chão.. eu vi! agora te vi.. todo. inteira e pura metade. coberto de saudade. de vida. de tantas realidades. fatídicas. sonhadas. repudiadas. desejadas..

...não. não mais vi.

domingo, dezembro 07, 2008

quando.

foi quando meus olhos molhados sorriram.
foi quando meu lábios saudosos cantaram.
foi quando minhas mãos cautelosamente desenharam.
foi quando meu coração gritou. silenciosamente gritou.



Em uníssono.
por tanto amor.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

não posso.

ao passo que cala. dá-me o silêncio. tão frio. tão seco. tão meu! dele faço um traço. um passo. grito. aceno. e de cansaço. também calo.

sou o que me leva a ser. mas sem palavras. desculpa. não posso viver!

sexta-feira, novembro 28, 2008

presente poético.

Meios desejos

"Eu te desejo uma pele corada

Para enfrentar essa tão longa caminhada

E um coração sadio e caloroso

Para que o período frio seja proveitoso

Desejo a você uma cabeça cheia de sonhos

Mas que eles não sejam tão reais a ponto de destruir tudo o que for bisonho

Também te desejo uns discos voadores

Para te livrar dos incrédulos ditos pensadores

Se pra você lágrimas caem bem com o álcool

Não deixe que ele te derrube, e sim te ponha no alto

E os que te julgam desequilíbrio mental

São os que mais sofrem com o bem (?), por desconhecerem o mal (?)

Desejo que você tenha muita paciência

Para com os tolos não agir com indecência

E sempre no bolso um pedaço de papel

Para enviar letras falando sobre a noite escura ou o azul do céu

Te desejo doces, mas com muito açúcar, não

Que fazem mal pra barriga e também pro coração

E que o velho amargo de vez em quando possa surgir

Lembrando aquele antigo amor que ainda se faz urgir

Falando de amor, te desejo um pouco de dor

E que você mostre a si mesma, da maneira que for

Que toda Maria, bonita ou feia, deve ter um lampião e não dizer a ninguém

Que por mais tonto que seja, rouba teu coração e ainda te faz tanto bem

Te desejo pés e mãos além da conta

Para que mesmo rodando tanto, eles não te deixem ficar tonta

E também alguns buracos e espinhos

Que só de abraços e flores não são feitos os caminhos

E para terminar

Te desejo o dom de recomeçar

Quando tudo parecer não mais valer a pena

Lembre-se da Heloisa que tem um pouco de Helena"


Evelyn. O.

sexta-feira, novembro 14, 2008

meio.

não encontrei o começo. nem tampouco o final.. só o meio tinha o olhar fixo em mim. algo frio. um tanto quente. quase reto. quase curvo. completamente conciso. disperso. imerso. perdido!

perdida? não.. confusa!

segunda-feira, setembro 15, 2008

mundo.

amarelo.vermelho. parei! e como sendo movimento no mundo mudo. olhei-me.. não vi nada além de ti. sentado no banco de trás. com as pernas cruzadas. o óculos obedecendo a gravidade e indo de encontro as palavras que prendiam-te. tão sério. tão inocente. tão homem. tão..

o sinal abriu. e o que era silêncio. não falou. gritou!
alertando-me do mundo apresado. corrido. tantas vezes sem cor. odor. calor.
caí. em riso e pranto. por estar vivendo. cada segundo como nunca mais!

quinta-feira, setembro 04, 2008

há dois pretéritos meus.

vem dançar esse tango mexicano.
vem cantar esse brega argentino.
vem meu amigo.
vem beber esse vinho uruguaio.
vem cantar esse rock nordestino.
vem comigo. e só comigo.


pois há estrelas a serem contadas.
e promessas a serem quebradas.

há vida meu amigo.
vem.
e só.
comigo!

quarta-feira, setembro 03, 2008

visão.

Enquanto voltava pra casa. deparei-me saudosa de ti. bem como ontem. antes de ontem. antes. bem antes de te conhecer...mas dessa vez foi diferente. dessa vez não foi bom..
não sei se aquela sensação foi a culpada por apagar teu rosto. que ficava alí. diariamente. diante dos meus olhos vagos.. Ou se te perder de vista. foi o que me levou. mansamente. àquele sentindo.. faz sentido?

sábado, agosto 30, 2008

da palavra. da escrita.

é dose de vida.
é intante agora.
outra vez.
outrora.

é tato.
calado.
paulatinamente gritado.
verozmente sentido.

é carne.
é olfato.
é veneno.
é antídoto.

às vezes meio.
às vezes findo.

é mentira.
meias verdades.
verdades absolutamente icontestáveis.

frágeis.
singelas.
finas. tão finas ruelas.

completamente sem saída.
louca. tonta. perdida.
achada. docemente achada.
calmamente amada.
bruscamente vivida.

é agora. tão somente agora.
é ontem. antes de ontem.
lá longe. depois.
além. depois do além.
muito. muito depois do além.

à quem?

à mim?

Amém!

amigo.mar!


Ele todo.
É todo olhar.
Doce como uma brisa ligeira.
Feroz como as ondas à dançar.

Presente, ausente ou distante.
Ouço teu canto. e às vezes teu pranto.
Vejo teu passo. largo. calmo. claro.
Tudo em um simples e breve. instante.

Uma palavra. um sorriso singelo.
Um abraço. tantos braços. um par.
É sentido. certeza. carinho.
Pés e mãos à me orientar.

É menino.
E se preciso: Gigante!
É amigo.

Meu amigo com olhos de mar!

quinta-feira, agosto 28, 2008

Elena.

És Elena.
Guerreira. forte. felina.
Apaixonante. apaixonada menina.
Doce aconchedo de lar!

És Elena.
Gata mansa. selvagem. leoa.
Ligeira. mulher. sonhadora.
Melhor Mãe que Deus poderia me dar!

Tenho a honra de ser tua Filha.
Tua porção Elena. tua amiga.
Tua. pra sempre. pequenina.
Que vive a te Amar. Amar. e Amar!

.*

domingo, agosto 24, 2008

tua.

algumas vezes você me vê....
eu estou sentada ao lado.
cantando pras paisagens repetidamente vistas.
fechando os olhos e desafinando no agudo refrão..
quase como uma criança.
quase como você. quando não está perto de ninguem.

Eu continuo sentada ao lado.
Eu continuo perdida no momento.
Eu continuo brincando com o tempo.
Eu continuo sendo.

tua menina e tua mulher.

quinta-feira, agosto 14, 2008

ele.

Ela vê nele uma inocência rara, mais importante do que o carro que não tem. ela vê que ele leva as duas mão à boca quando solta aquela risada boba. ela vê nele o "carpe diem" tatuado na alma. ela vê que ele é impulsivo, que ele reconhece, que ele junta as mãos inquietas quando pede desculpa. ela vê que ele chora sem vergonha por amor e dor. ela vê que ele faz tudo para estar presente, mesmo ausente. ela o vê fingir coragem pra cura-la do medo. ela o vê lutar contra o orgulho. ela vê nele a segurança de homem e as incertezas de menino. ela vê o que era invisivel aos olhos dos outros. Ela o vê..
..Ela se vê

sem fim.

era quase dia quando desejaram o escurecer. a fim de apagar os traços. os gestos. os fato. a fim de calar o grito do tato. o pensamento alto. o passado recentemente revigorado. acabado..
era quase dia. quando odiaram ver as lembranças primeiras cobertas de realidade.
era quase dia. quando mais uma vez. se amaram. se odiaram. numa dança sem fim.

segunda-feira, agosto 11, 2008

como?

quando tudo não passava de um quase. perguntavam o porque. quando já um talvez, questionavam, como. sendo, eram só exclamações silenciosamente nítidas.. Hoje, risadas contidas, relembram as inúmeras interrogações. revivem os incontáeis motivos. sentidos. sonhados. desenhados. cantados..
..nunca findos..

nunca.mais.

Enquanto um mundo inteiro passava pela janela. meus pensamentos corriam com o vento. livres e dispersos. vagos e diretos. imersos numa bossa ligeira. que cantava o vai-e-vem das ondas do mar..
Já conseguia ver meus pés na areia. saltando. correndo. gritando. respirando eufórica aquela paz!
Enfim, éramos só eu e o instante. embebidos em liberdade. distante da realidade. sendo cada minuto. vivendo cada segundo. como nunca mais..
..tinha estado tão perto
tão perto de ti.

quinta-feira, agosto 07, 2008

meu mar.

enquanto o silêncio cantava nossa musica. tuas mãos eram minhas. minha boca era tua. e o mundo inteiro deixava de ser mundo. passando a ser nós. um par. um lar. um mar azul e salgado. veloz. feroz. atroz...cercado de medo e magia. carregado de luz e euforia. banhado de certeza e ventania..

tempo. tempo. nosso tão pequeno fragmento.
nosso tão calado fruto.
mudo!
nós.

sobre tanto frio.

Deitada na cama, Luíza, com os olhos apertados pela claridade da lâmpada, mirava além.. alguém..quem? Um pedaço de si. Um caminho à seguir. O que estava por vir..

-Luíza!
....
-Luíza?
-Algo se perdeu, Miguel. Você consegue ver?
-Sim.. Teu sono!
-Não. Nosso sonho.
-Deixa de loucura, mulher!
-Já a deixei. a deixamos... deixamo-nos.

Assim. o verbo calou. a madrugada surgiu.e o frio reinou.

quinta-feira, julho 31, 2008

sendo.

Hoje me peguei contando o tempo. fazendo de cada dedo um pequeno fragmento. do que foi uma vida. do que é uma história.. Deitada ainda, pude ver refletida no lustre do quarto, aquela menina crescida, fazendo da caneta e do papel, a passagem para a realidade. A luz acendeu! A imagem sumiu... agora, não havia nada que se pudesse fazer. Ela mergulhara de cabeça nas palavras intempestivamente ditas e sentidas...Ela já não era. Estava sendo. Mulher!

quinta-feira, junho 12, 2008

Deixe-me.

Deixe-me cantar uma musica pra você.
Que fale daquelas noites mal dormidas.
Das tantas palavras trocadas. Das rimas distorcidas.

Deixe-me cantar uma musica pra você.
Pra que entenda meus pensamentos.
Pra que consiga ouvir o tempo. Pra que toque meus sentimentos.

Deixe-me cantar uma musica pra você.
Talvez assim possas ver o que fomos. sentir o que somos. amar o que seremos.

sábado, junho 07, 2008

ele.

Ele contorce as palavras.

pinta.repinta.enfeita.apaga.canta.encanta.

É. ao passo que cala.

quinta-feira, junho 05, 2008

madrugada.

Ontem, confesso, a madrugada foi longa. os pensamentos insistentes. as manias aguçada. o medo presente. a vontade gritante. a razão silenciada. Era teu sorriso, carregado de vida, que me impedia de sonhar. de vivenciar uma realizade tão concreta. e tão viva. de aceitar o não dito, prestes, quem sabe, de ser dito.
E assim, a noite caiu. o dia surgiu. e você... haa.. você continua alí.

sábado, maio 31, 2008

xote.

Entre cordeis e prozas o tempo voltou. trazendo chamego, dengo, aconchego..Chega!
O xote tá no fim, e o sonho não nos espera!

segunda-feira, maio 05, 2008

chovia.

.. e apesar do corpo despertar de súbito. os olhos não responderam. Só a pele ouvia o frio. o cheiro. o som.. só a pele sentia a respiração.
Um minuto passou. a chuva cessou. o canto surgiu.. Era o futuro urgênte, pedindo passagem. coragem. e um pouco mais de tempo. pra rever o presente. procurar o passado. enfim. dar o primeiro passo..

, e como chovia!

quarta-feira, abril 30, 2008

fragmento.

E foi por medo de errar que cantei... gritei. chamei. chorei..amei! cada vão momento. cada fragmento. e de cada em cada, cá estou eu! despida de ti.. tão completa de mim!

Não, não me olha, nem fala.. não, não respira assim. não.. por favor, me deixa ir.

segunda-feira, março 10, 2008

nunca.

as semanas nunca foram tão longas. nem os dias tão lentos. sem contar nas horas tão sonhadas. nos minutos tão imaginados. no desejo tão aguçado.

hoje. com os olhos fechados. meu sorriso acompanha o teu.. e meu anseio. de ser real. traz consigo o amanhã..tão longo.tão lento.tão sonhado...
..tão você.

enquanto.

Meus olhos insistentemente suspiram enquanto sonho...

..é tão mais fácil não evitar!

terça-feira, março 04, 2008

as notas.

sentado na areia a madrugada inteira.olhando pra lua, cantando o mar.te vi tão claro naquela noite escura.com as notas todas pairando no ar..
..ordenando baixinho os sentidos dispersos.me pego calada banhada de ar.adoçando por dentro o salgado da vida.amando sentada a voz. Teu cantar!

domingo, março 02, 2008

sonhos e tintas

Tudo começou com nossos sonhos e minha tinta. meu dedo trêmulo foi desenhando teus traços. preenchendo espaços. imaginando abraços. despertei! assim.cautelosamente (ou na mera tentativa de ser) disfarcei o riso. engoli o grito. digeri o sentido. e nessa hora. não resisti. Te sorri (pra mim!).

É..não tinha pra onde correr. estendi nossa mão! Os dedos deslizaram. se completaram. se firmaram..com uma suavidade quase disfarçada. com uma vontade subtendida. como uma verdade presumida.

...caminhamos por todo dia. por todas aquelas vidas. vividas. e a nossa.. a nossa por viver!

é.

- É isso que você quer?
- Faz sentido pra ti?
- Não!
- Então, É!

engolir um pouquinho de saúde.

Somavam uns setenta e poucos pedidos... mas em troca dos tais, a cada vela, um pouquinho de sua vida ia sendo levada por Ele.Seus passos que corriam de amor hoje medem centrimetros. seus olhos que tanto olharam para céu, hoje olham para o chão, a procura do equilibrio perdido. suas pernas que aguentaram por nove meses o peso de uma felicidade hoje pedem desculpas por não mais aguentarem o peso da vida. seus braços que tantos pratos lavaram, hoje clamam por um copo de água para engolir um pouquinho de saúde.No fim da tarde, agradece, conversa e sonha acordada.

Enfim, um monólogo interrompido por minha curiosidade a deixa com os olhos de uma menina de nove anos que aprendeu a ler e escrever. e sorrir. e me faz chorar.

sábado, fevereiro 23, 2008

teus guizos.

como quem espera.avistei as luzes. indo e vindo.quase apagando.quase brilhando.quase sorrindo. chamando.

de pés descalços.com a proteção daquela promessa.meus ouvidos eram só flor.e meus olhos.. haa. meus olhos.eram pura cor.

amarelo reluzente.encantando meus passos.guiando minha ida.cantando a vida.foi criando espaço. com ele meu abraço.

tropecei.quase caí.era brilho demais pra mim.era felicidade corrente nas mãos.era teu desejo.minha vontade.pura verdade.

eram teus guizos... a tinlitar perdidos uma canção amarela pra mim.

terça-feira, outubro 30, 2007

perder.

Querendo me encontrar.me perdi.naquela melodia agridoce. naquele sorriso indeciso. naquela paz escondida.
Qurendo continuar perdida.te encontrei.naquele chão tão verde.naquele abraço contido. naquela presença presumida.

Assim. me encontro perdida nos braços teus.

segunda-feira, outubro 29, 2007

pretério mais-que-perfeito.

Enquanto houver.um pouco de mim.
restará.assim pequeno.um pedaço de ti.
pairando pelos pretérios meus.
de perfeito sentir.à impefeito querer.





segunda-feira, setembro 24, 2007

M.M.

E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.


Marta Medeiros


Mesmo que ninguém entenda.. nós entendemos tão.tão bem.

quarta-feira, setembro 19, 2007

mais.muito mais.

, mais fácil, só percebendo o medo. não de ação. de pura omissão. consigo. com o todo. contudo.

É muito difícil se achar através de si. E mais difícil do que isso, só..

mão.


Os dias estão indo.

Contra minha mão.

À favor de mim.


Por favor.. Não respira assim...

domingo, agosto 26, 2007

Eu e Eu Mesma

Juro que tento. encontro porquês absurdos. os abraço. quase com raiva. quase com um sorriso. quase como um remédio. e de quase em quase. quase perdi as minhas próprias razões...

foi como comer sem saber. bem ao certo. o que era fome...


quarta-feira, julho 11, 2007

Tão.

Mudar uma regra não é nada fácil. ir de encontro aos seus desejos e sentimentos é quase impossível. mas foi exatamente no meio dessa possibilidade que meu corpo desobedeceu o dever e o prazer. assim percorreu impulsivamente a curva rumo ao conhecido. tão Eu desconhecido.
Tão receosa e eufórica.Tão certa.Tão ser em uma mão.Tão.
Cheia de mim..

segunda-feira, junho 11, 2007

Se(is).

Se 6 meses me fossem dados. no primeiro dia. choraria. por medo. por saudade. por vontade. por mais saudade. e por mais um pouquinho de medo. e no meio do escuro artificial, comeria muito brigadeiro. como para curar a dor com uma pitada de esquecimento.

Se 6 meses me fosse dados. no segundo dia. choraria menos. sorriria um pouco. pensaria mais. planejaria demais. e consequentemente me arrependeria. do que não fiz.

Se 6 meses me fossem dados. a partir do terceiro dia. começaria a luta. a minha luta. abraçar o mundo. as pessoas. o tudo que amo.

Se 6 meses me fossem dados. correria rumo à rodoviária. compraria uma passagem. passaria 9 horas vendo as paisagens que sempre vi. que nunca observei. e no final da linha. sentaria na praça à contemplar aquela imagem. minha casa.

Se 6 meses me fossem dados. sentaria na mesa da cozinha. e filosofaria até amanhecer com meu pai. tomaríamos algumas cervejas. choraríamos de saudade do futuro. choraríamos de vontade do passado. cantaríamos. brindaríamos. abraçaríamos. e enfim. o diria o que sempre tive vontade de dizer. o quanto o amo.

Se 6 meses me fossem dados. deitaria na rede do quarto com minha mãe. ela me abraçaria forte e me colocaria pra dormir. ao acordar. cantaríamos "a praça". olharíamos as fotos mais uma vez.. lhe perguntaria tudo sobre a vida. o universo. e tudo mais. e enfim. a tomaria em meus braços e lhe diria com mais amor do que nunca. o quanto é essencial.

Se 6 meses me fossem dados. observaria meus irmão dormirem. e choraria de vontade de viver com eles o que nunca vivi. de remorso por não ter falado tudo que senti. e por ter medo de enfim fazê-lo. então os beijaria. eu morreria. mataria. Por eles.

Se 6 meses me fossem dados. desligaria o celular. colocaria algumas roupas na mochila. e iria ao aeroporto. compraria uma passagem. e assim. de surpresa. daria o abraço. o beijo da minha vida. diria que foi único. choraria em silêncio. e feliz. voltaria.

Se 6 meses me fossem dados. iria à casa de todos os meus amigos. contemplaria mais uma vez cada sorriso. cada aperto de mão. cada abraço. e guardaria mais isso na minha caixinha de memórias. Como minha vitória de cada dia.

Se 6 meses me fossem dados. abraçaria aquele velhinha na fila do supermercado. compraria um super sanduíche e comeria com o mendigo que mora na calçado do prédio ao lado. passaria uma tarde inteira no sinal fazendo malabarismo com aqueles moleques. conversaria com o guri sentado ao meu lado no ônibus. e tantaria cativá-lo. paqueraria com o meu sonho de consumo, e me sentiria capaz. cairia na gargalhada por imaginar o que os outros estivesse pensando. Rezaria por eles...

Se 6 meses me fossem dados...

Porque, Se?

quinta-feira, junho 07, 2007

É isso..

Pra falar verdade, às vezes minto Tentando ser metade do inteiro que eu sinto Pra dizer às vezes que às vezes não digo Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo "Tanto faz" não satisfaz o que preciso Além do mais quem busca nunca é indeciso Eu busquei quem sou Você pra mim mostrou Que eu não sou sozinha nesse mundo. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo... Basta as penas que eu mesmo sinto de mim Junto todas, crio asas, viro querubim Sou da cor do tom, sabor e som que quiser ouvir Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir Quero mais, quero a paz que me prometeu Volto atrás se voltar atrás assim como eu. Busquei quem sou Você pra mim mostrou Que eu não estou sozinha nesse mundo. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você Cuida de mim enquanto finjo... Enquanto fujo...

Teatro Mágico

quarta-feira, junho 06, 2007

Cativar.

, é somente uma questão de se permitir...

Em 24hs, cerca de 150 pessoas passam por mim. carregando, todas, um silêncio capaz de cegar.
uma cegueira capaz de trancar. uma tranca capaz de paralizar. uma tranca capaz de fazer qualquer um correr. Eu, como uma grão de areia, sou levada por esta onda que tenta a todo custo me tornar, essencialmente, Areia! E eu, teimosa e covarde que sou, me deixo levar, muda. Mas intacta.

Conviver com esse diálogo imaginário, nem é tão difícil. Afinal de contas, cativar é uma responsabilidade carregada de prazer. é o que me permite, ainda, seu EU!
Difícil, é tentar não sentir pena dessas 150 pessoas que ganham o dia por simplesmente ver uma louca à rir sozinha! Isso lhes rende uma boa piada. isso me rende um pouquinho mais de vida!

o que me resta?
Continuar a escrever!



Quando sorri, tu corres o risco de cativar alguém. e esse alguém corre o risco de tornar-se responsável pelo rito do teu sorriso.

quarta-feira, maio 30, 2007

era.

era uma noite daquelas em que se come 1 litro de gelatina sem sentir (o gosto ou gastura). o desespero de não saber se o ócio é um sonho ou um pesadelo. a aflição de dormir mais uma noite sem ver exclamações! era a noite em que eles se conheceram, sem saber que já se conheciam. sem saber que já tinham vivido uma linda história de amor. sem saber que sonhariam uma verdadeira paixão.

Os nomes atravessaram décadas. balas. histórias. atravessaram os seus destinos. e os destinaram a tentar. daquele jeito só deles. um tanto acanhado. no escuro. distante. livre.leve. solto. como dizia a canção. como são. como eram...

era uma vez...

Moi.Toi.

T'es le plaisir je suis la foudre.
Tu es la tristesse moi le poète.
Tu es la Belle et moi la Bête.
Toi le très peu moi le beaucoup...

sexta-feira, maio 25, 2007

Sonhos.

Sem pensar, ou até por pensar demais, meu corpo respondendo ao vento, me levou mais uma vez pelo mesmo caminho; meu único caminho: A Parada de Ônibus.

No primeiro quarteirão, quase fui levada por um carro. Cumprido, preto, e de vidro fumê. O tal parou abruptamente cortando a rua, e assim me vi encurralada por 4 homens elegantemente vestidos (também) de preto, portando cada, um fuzil. Isso mesmo... Gangsters! E a única coisa que me restava fazer era gritar. Talvez eu fosse salva por um lindo homem que me vigiava silenciosamente. Ou talvez acabasse numa rua sem saída. E sem vida. Mas a única coisa que aconteceu em decorrência do grito, foi eu perceber que já estava no fim do quarteirão.

Ainda atordoada, atravessei a rua correndo, como para evitar algum desastre. Mas não consegui! Caaalma.. não é nada disso. Não foi uma carreta que me atropelou, foi uma criança, que também vinha correndo para evitar algum desastre. Mas ela conseguiu!

E, realizada, como quem acorda depois de uma noite inteira de sono, cheguei ao terceiro quarteirão. Parecia tãããããão cumprido, mas no começo da penúltima etapa, me deparei com uma agência de turismo. As portas eram de vidro, mas um vidro escuro onde eu pude me ver vestida com um longo casaco creme, luvas, boina, cachecol e toda coberta de flocos de neve. Mas aí algum inconveniente buzinou tão alto que minha neve derreteu. Ao menos serviu para eu perceber o sinal aberto! (Esse desastre eu consegui evitar...)

Fechou!

E com ele o meu último quarteirão. Aquele que guardava uma das únicas razões da minha pseudo-felicidade: A Padaria!

Mas não vá pensando que é qualquer padaria, é A Padaria! Entendeu? Pois bem..

E para fechar o dia, o meu dia, mais um dia, fui direto aos quindins. Só eles me interessavam, pois além de pequenos, práticos e deliciosos, eram amarelos. E eu A-D-O-R-O amarelo!

No meio do caminho, entre meus quindins e Eu, uma moça toda de branco, passa com uma bandeja cheia de sonhos. Na verdade nunca me interessaram, pois eram sempre muito beges e melados. Sem contar que ainda banhavam os coitados de açúcar como para disfarçar sua palidez.

Neste dia, só uma coisinha estava diferente: a presença da minha TPM. E você sabe como eu fico, né? Sensííííível que dá pena. Só que quem teve pena fui eu: dos sonhos. Ninguém os escolhia para não correr o risco de se melar. Eles tinham recheio demais, tanto que para morder tem que ter toda uma cautela. Uma mordidinha errada, e lá se vai todo o recheio em direção à sua roupa limpinha (ou não!).

E nesse contexto começou minha sina (a única em 2 meses!): qual escolher?

Um dos grandões entupidos de recheio? Ou um dos médios entupidos de açúcar? Vale deixar bem claro que eu odeio ter escolhas, porque ou eu escolho o errado, ou não escolho nada. (ainda não consegui me acostumar com isso..).

Então, já desistindo de ajudá-los, encontrei um lá no cantinho direito, bem pequeno. E por incrível que pareça, ele conseguia ser mais sem graça que o normal. Perfeito! Se eu não gostasse, não jogaria tanto fora. Se eu me melasse, seria pouco. Se eu enjoasse, seria pouco! E talvez nem desse tempo de gostar (e nem queria, pois isso seria uma verdadeira traição aos meus quindins e a minha rotina!)

sábado, maio 12, 2007

apenas.

Eu tenho apenas esse bilhete para (me) deixar. (te) abraçar.beijar.recordar.e me arrepender.. E você tem uma vida inteira para não (me) entender.

espero.

Eu espero...

Eu espero que...

Eu espero que você...

Eu espero que você saiba...

Eu espero que você saiba o porquê.

Eu espero que você saiba.

Eu espero que você.

Eu espero que.

Eu espero.

Você!

terça-feira, abril 24, 2007

Estranho.Saudade.

Querido estranho.

Cá estou em plena aula de Processo Penal, e em meio a flagrantes, prisões, homicídios e mais, lembrei-me de você. Não que essas coisas me façam lembrar de ti, de forma alguma.. a questão é que quando estou sem pensar em nada, isso acaba acontecendo. Até parece não fazer sentido. E de fato não faz.

Deixe-me te contar... nesta madrugada, repleta de sonhos e flash desconhecidos, o nosso encontro no ônibus de alguma forma se repetiu... eu ria tanto, que acordei sorrindo. E consequentemente, caí na gargalhada por estar sendo tão ridícula. Ridícula e feliz. Feliz e com uma saudade daquelas.

Lembra da vez que nos encontramos na praça.. você ali no canto, sentado no chão, com uma bermuda marrom, aquela camisa do Chico Science fubazenta, e o velho e inseparável boné vermelho? Sem contar que estava usando o cordão de continhas que te dei de desaniversário.. Acho que fiquei uns 10 minutos te observando e escutando você tentar tocar a nossa musica.. uma cena digna de novela das oito.

Haaa.. só na semana passada descobri a folha de mangueira que você guardou dentro do meu livro. Muito obrigada pela palavra tremida escrita no verso e, principalmente, pelo pôr-do-sol.


É tão estranho esse monólogo...

Enfim..

Hoje, quando voltava da faculdade, passei em frente à biblioteca pública e resolvi entrar.. lá, como você diz, “futuquei” a parte mais silenciosa. E você não acredita o que encontrei: uma seção só de cordel!!! Haa, fiquei maravilhada.. e quando isso acontece você sabe, né? Perco a noção do tempo e do espaço, e perdi também aquela consulta na hematologista de que te falei.. mas isso eu depois resolvo, afinal, é sempre a mesma coisa.. Simmm, voltando ao cordel, eu separei um que achei a tua cara.. enquanto lia, só conseguia te imaginar tentando musicá-lo!

Engraçado né? É bem como você me disse na última carta.. quando escrevo parece que você está bem diante dos meus olhos.. ali, depois do papel, mangando da minha cara de boba...

Falando nisso..Acho que a boba vai ficando por aqui.. a aula está prestes a acabar..

Infelizmente, só não acaba essa minha imaginação... louca ... desmedida... que te criou!

Um beijo e um abraço bem apertado!

Tchau!

quarta-feira, abril 11, 2007

13.09.05 - 22:43

Você me confessou segredos enquanto eu dormia..
Você me deixou precoupada...
Você jogou sinuca comigo...
Você me pediu para não esquecer - e eu não esqueci...
Você me mandou mensagens perguntando o "porquê"...
Você me fez feliz...
Você ficou chateado comigo...
Você me ouviu durante a noite...
Você riu para me distrair dos trovões...
Você cantou para eu dormir...
Você me escutou chorar e me acalmou...
Você segurou minha mão quando senti medo...
Você me fez especial...

Você me esperou..
E eu te esperei....

Então.. me diz...
Porque?!..

terça-feira, março 06, 2007

Chega.

Às vezes (quer dizer, quase sempre!) usamos a correria do dia-a-dia pra justificar nossas faltas. Faltas com nós mesmos, com o outro, com o mundo. Não nos permitimos parar 30 minutos sequer, pra sentir saudade. Nem mais 30 minutos, para matá-la. E assim, o tão prometido amanhã ou depois, nunca chega... A vontade cresce, e acabamos, por comodismo, engolindo-a!

Amarga, salgada, pesada.. Alguns até tentam se enganar acreditando que um doce de banana com creme de leite os fará esquecer. Ameniza, claro. Temporariamente... E quando finalmente paramos para respirar, volta. Volta pior. Agora carregada de covardia.

Como se não bastasse o comodismo que se esconde atrás da tão famosa “falta de tempo”, ainda há o orgulho trazendo no banco traseiro o medo.

Não.. e nem adianta olhar torto, é isso sim. É isso mesmo.

Quantas vezes você deixou de ligar pra alguém e dizer: Olha, tô te ligando pra ouvir tua voz! Tô te ligando pra dizer que estou com saudades! Tô te ligando porque vi um CD do Los Hermanos e lembrei-me de você. Passei aqui porque sonhei com você. Passei aqui pra saber como você está. Tô te mandando esta mensagem pra dizer que te adoro e que sinto sua falta.

E tudo por receio do que o outro ou os outros irão pensar, e de como irão interpretar. Esquecemos que as palavras e os sentimentos são livres, bem como os homens. Cada um vendo a vida de sua forma. Se assim não fosse, que graça teria?

E então.. devemos calar o que sentimos? devemos economizar carinho? seria justo?

Não. definitivamente, não!

Pode até ser que exista um motivo para alguém se trancar e engolir a chave... mas nenhum motivo é forte o suficiente para reprimir um coração que gosta e que sente saudades!

Chega.. Não quero mais viver onipotentemente esperando aquele futuro.. quero de fato viver minha vida. viver como sou. viver cada sentimento. e compartilhá-los!


Isso sim faz sentido, meu amigo!


- O que mais te surpreende na Humanidade?
- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde, e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. ... E vivem como se nunca fossem morrer... E morrem como se nunca tivessem vivido

Dalai Lama

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Ai Se Sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta
do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Poeta Zé da Luz

ninguém.

Deixou a luz da cozinha acesa.queimou o feijão.passou o creme de cabelo no vidro da mesa.me deu 100 em vez de 10.derramou café no sofá.misturou sal com açúcar.quebrou o rádio.rasgou a blusa.vendeu o livro em vez do carvão.me entregou o CD errado.tropeçou na caixa de sapatos.pedi o preto e me trouxe o dourado.

E que ninguém se atreva a dizer que existe razão.

ainda.

Já não dá mais para...

Para tudo!

Tudo claro.

Claro que...

Quero tudo!

Tudo errado.

E as mãos ainda teimam em acompanhar aqueles braços cruzados.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

ô.

acabô a farinha
o bolo acabô desandando
desandô o dia
o dia acabô calando
calô o vento

que calô!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Teatro Mágico












Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade... que vontade de te ver

O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite

Choro café e você chora leite...

terça-feira, dezembro 12, 2006

céu e jambo.

a cadeira de balanço me deu um céu falho entre folhas de jambo. cedia e tomava. quase parando. quase calando. quase dormindo. sonhando..

eu pude ver.. um pano preto fubazendo, quase azulado ao fundo...alguns pontos brilhantes desordenadamente dispostos. Eis o cenário e a iluminação.

Os protagonistas? haaaa.. os peguei comendo sonhos passados. só embreagados mesmo para não temer uma infecção... a bebida? adivinha...


Saudade.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

vem.

vem dançar esse tango mexicano.
vem cantar esse brega argentino.
vem meu amigo.
vem beber esse vinho uruguaio.
vem cantar esse rock nordestino.
vem comigo. e só comigo.


pois há estrelas à serem contadas.
e promessas à serem quebradas.

há vida meu amigo.
vem.
e só.
comigo!

corpo.mente.alma

o corpo mente
a mente cala
calma!
ainda nos resta
alma

terça-feira, novembro 21, 2006

a.dia.n.te

e nem adianta mudar de cidade.estado.país..mudar de mundo..
e nem adianta chorar escondido.chorar sofrido.até mesmo chorar calado..
e nem adianta tapar os olhos com as mãos.travesseiro.água..
e nem adianta dizer que não adianta.

adiante!

segunda-feira, novembro 13, 2006

água.

INsípida.INcolor.INodora..
A boca seca fere.A fera seca mata.A morte ampara. pára! quê?

Fora - tanta água para tanta sede. tanta sede para tanta água..

á
água!

domingo, outubro 29, 2006

Saudade


que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância.porque metade de mim é a lembrança do que fui.a outra metade não sei...

sexta-feira, outubro 27, 2006

rala e rola.


e quando o frio aperta
a barba rala
roça
coça
esquenta!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Por favor!



- Por favor, uma pitada de "sempre assim" nessa porção subjetiva de mim... Haaa.. e um chopp de vinho também!
- Só?
- Por enquanto, sim.Obrigada!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Com(trag)édia.




COLOMBINA : Não! Não me compreendeis... Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor de todos dois... Hesitante, entre vós, o coração balanço:
A Arlequim: O teu beijo é tão quente...
A Pierrot: O teu sonho é tão manso...

Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente, porque a história do amor pode escrever-se assim:

PIERROT: Um sonho de Pierrot...

ARLEQUIM: E um beijo de Arlequim!

segunda-feira, outubro 09, 2006

quebra-cabeça à lá tango.

tom sobre tom.análogas. um complemento insignificante diante do todo. 4.998 mil peças brigando por espaço. uma brigando por lembrança. uma brigando por esquecimento... o tango começa. os olhos que outroram foram meus.o são uma última vez.as pernas paulatinamente riscam o chão marcando o último parágrafo.os braços tão firmes confirmam o fato. duas peças. duas vidas. um quebra-cabeça. e o último espaço preenchido!

sábado, outubro 07, 2006

H.H



Hiato como surpresa de uma vida Hiato.. a vivida indo de encontro a por viver. o som falha. a boca abre. uma lacuna de surpresa. de espera. de. e só de.

quarta-feira, setembro 06, 2006

ABC...

Abraços e Beijinhos e Carinhos sem ter fim..

Ao fim do alfabeto estaria mais Doce que o Doce da Batata-Doce!

sexta-feira, agosto 25, 2006

6pontos

entre tantas palavras não tem como não ficar atordoada. elas silênciosamente clamam por mãos, dispostas a captura-las. por olhos dispostos a descobri-las. por mentes abertas o suficiente para abraça-las. e como se não bastasse aquele silêncio gritante, os corredores estava cheios de corredores que nos empurravam desordenadamente. e desordenada me deparei com uma mera porta.branca.e porta! a curiosidade me conduziu à escuridão mais pura e límpida. ao tocar e sentir no sentido literal da palavra.sim. foi paixão. não à primeira vista.e essa é a essência!

aprendi que 6 pontos, disposto em 63 combinações, são capazes de fazer das pontas dos dedos um meio para se chegar à qualquer lugar. aprendi que enxergar é muito mais do que simplesmente ver.

me tocaram.me sentiram
sim. me conheceram!

sexta-feira, agosto 11, 2006

c.i.n.c.o.

enquanto A-cendia a luz do quarto para se trocar.B-eijava seu filho antes de sair para trabalhar. C-omia um bom e belo bolo de maracujá.D-izia ao esposo, quase sussurrando o quanto o amava. E-legia seu sucessor na empresa.F-eliz da vida chorava ao ver seu nome na lista dos aprovados.G-astava os R$2,00 que apurou no dia em uma única caixa de leite para seus sete filhos.H-esitava atravessar a rua.I-maginava sentado na privada como seria sua próxima frustante intrevista.J-urava parar de beber.L-igava para a pizzaria.....
M.o.r.r.i.a.

e em c.i.n.c.o segundos. de esposo,pai e avô, passou a ser um corpo estendido no chão.o coração tem dessas coisas. enquanto.. quanto?

grande e bobo.


como quem quer alguma coisa, aceitei quase sem constetação. charminho não seria necessário, afinal, aquela Pekena criatura era a única, além de mim, que poderia rir daquele grande e bobo segredo. e lá se vai. a dona da verdade. sem preocupações. sem espectativas. sem medo de se deparar, mais uma vez, com as trapalhadas(ou seriam trapaças?) do destino. a questão era, porque este infeliz além de ser trapaceiro e atrapalhado, resolveu logo hoje, dar um de palhaço?
a minha sorte foi ter gasto R$1,00 com biscoitinho de manteiga. só assim pude me intalar e dar meia volta.não para ajeitar supostamente a blusa.mas para..para..para..parada!! isso, para pegar o ônibus na parada! afinal, eu estava atrasada, não era?

terça-feira, agosto 08, 2006

nem sei.


se as imagens produzem conhecimento supérfluo. as palavras deturpam as verdades.. no final, nem eu mesma sei quem sou!

de+mais+suf.ia

demasia


por demaisia de de + mais + suf. ia

s. f.,
aquilo que é demais;
excesso, sobejo, superfluidade, resto, troco;

fig.,
desregramento, abuso.


demasiadamente, eu.

Sherlocks Holmes


velha mania de observar onde piso (todos os pisos). era um tapete de pedrinhas cinzas. cada passo, um leve desequilíbrio. passo.passo.passo.ele passa. passou. opis! desequilibrei de vez! o riso instantaneamente chegou a minha boca, e lá ficou o tempo necessário para empurra-lo de volta, goela a baixo!.. desceu com um gostinho misterioso de..de..de.. vejamos... pipoca doce! isso, pipoca doce!!

Eu sei. foi uma sensação e um momento ridículo, mas eu me senti Sherlocks Holmes!

resistência.

Há uma atração óbvia pelo caminho de menor resistência. e o problema está exatamente no meio do caminho. não, não há uma pedra! há razão transbordando. há medo. e alguém com palavras uma vez me disse que esse último é o antônimo de vida. eu acredito! dois pés como base, um sentimento anônimo como ápice, e um coração na mão. prestes a pular em busca de paz. de vida. de mãos.braços.beijos e abraços.
como dizia a canção..

é.. o impossível chegou e eu não estava preparada!

sábado, agosto 05, 2006

perfeição.

De vez em quando nunca é o bastante. Se você é impecável, então ganhará meu amor. Não esqueça de tirar primeiro lugar. Não esqueça de manter aquele sorriso em sua face. Seja uma boa menina. Tente um pouco mais. Você tem que se impor. E me fazer orgulhosa. Quanto tempo antes de reparar? Quantas vezes tenho que lhe dizer para se apressar? Com tudo que faço por você. O mínimo que você pode fazer é ficar quieta. Seja uma boa menina. Você tem que tentar um pouco mais. Aquilo simplesmente não foi bom o bastante. Para nos orgulharmos. Viverei de acordo com você. Farei de você o que nunca fui. Se você é a melhor, então talvez eu também seja. Comparado com ele, comparado com ela. Estou fazendo isto para seu próprio e maldito bem. Você compensará tudo que sofri. Qual é o problema... por que está chorando? Seja uma boa menina. Force um pouco mais agora. Aquilo não foi rápido o bastante. Para nos fazer feliz .

Nós te amaremos pelo que você é, se você for perfeita.

A.M

sexta-feira, agosto 04, 2006

dois.

Radiohead ou Pearl Jam? Branco ou Preto? Banana ou ata? sol ou chuva? currulepe ou salto? frio ou quente? fixo ou móvel? beijar ou abraçar? física ou história? manteiga ou margarina? carro ou moto? pé ou mão? talvez ou quem sabe? Clarice ou Machado? liso ou enrrolado? sentado ou de pé? francês ou alemão? mouse ou teclado? caneta ou lápis? chiclete ou pirulito? vinho ou leite? anel ou colar? madeira ou concreto? muito ou pouco? árvore ou flor? fechado ou aberto? batata ou macacheira? sete ou seis? falar ou gritar? mentir ou omitir? perder ou achar?meu ou teu?

Antes de mais nada. quando?

roncas



- Digam: "xissssssss"
- Coro: "eu só bebo latiiiiiiiiiiiiiiiiiinha"

1de fevereiro

em 55, a grande Rainha, na beira da linha do trem, cercada de mato e nada foi amarrada pelos pés, e assim, de pé e melada de sangue e óleo, ela nasceu. na eminência de morte, um choro exala vida. e com ela, a possibilidade da minha exitência.
em 85, uma desconhecida com pulsos contraídos, me concede, juntamente com o destino e a probabilidade, aquela que hoje é, no sentido estrito da palavra, amiga.
em 04, uma criança de 17 anos, dá vida ao dono do abraço mais apertado, do sorriso mais puro, do choro mais dengoso, e do beijo mais melequento. "ké loí" é dificil de entender, mas tão fácil de me fazer chorar.

primeiro de fevereiro é definitivamente um dia santo. ou até mágico. quem sabe, absolutamente místico. eu? agradeço!

sexta-feira, julho 28, 2006

vamos!

quatro braços.
um abraço.
dois olhos.
uma incerteza.
um beijo.
e ponto final.


uma vígula lá longe acena.
um breve aceno de "até mais ver."
enfim.
vamos viver.

7anos de segredo!

15 de Maio de 1999 - 28 de Julho de 2006
- Posso te contar um segredo?
- Claro.

* Meu sonho de pré-adolecente apaixonada foi realizado..e ninguém me contou a tempo!
Ele sabe o que faz. tira quando tem que tirar. e devolver se é pra devolver!
7 anos!
dá licença.. eu preciso rir!

segunda-feira, julho 17, 2006

bálsamo ou incompletude?

"Vou agora começar pelo meio dizendo que - que ela era incompetente.Incompetente para a vida. Faltava-lhe o jeito de se ajeitar. Só vagamente tomava conhecimento da espécie de ausência que tinha de si em si mesma. Se fosse criatura que se exprimisse diria: o mundo é fora de mim, eu sou fora de mim."

Clarice Lispector me dá cada soco no estômago. seria uma bálsamo ou a consagração da minha incompletude?

sete.

- Qual a menor distância entre dois pontos?
- Tá zoando né?.. todo mundo sabe que é uma reta.

7 perguntas.7 respostas.7erros.
não é um mero fato.

pa.

deitado na rede.controle remoto na mão....silêncio...de pé ao lado da porta. mãos no bolso...ele.eu... 49.20.. silêncio.. eu te amo.

não.nunca.jamais.

será possível sentir saudades de quem não existiu.do que nunca aconteceu. de onde jamais passou. do que não escutou. do que em hipótese alguma sentiu. do que nunca cheirou. do...que..?


é.

30.passos.

respiração.mansa.obstruida.silênciosa.apressada.sufocada.e muda.. a última pertencia à minha ânsia.ao meu desejo.ao que estava por vir..uma manhã tão minha.só minha.e mais uma vez...minha!! quatro paredes.um sol.vida por viver.eles dormiam.eu.só.rosto salgado.sorriso temeroso.pêssegos a minha espera.. pa-u-la-ti-na-men-te. 7 passos dei..23..pés enfim molhados.à cima.infinitamente.ignorância.à baixo.absoluta incompreensão.fora.sol.dentro..eu.

e não precisa fazer sentido.